Na próxima semana voltaremos à sala de ensaio ou no nosso caso à praça de ensaio. Para "cochar" alguns parafusos. E vou aproveitar e voltar a fazer alguns comentários sobre nosso processo de montagem.
Dessa vez vou tentar encontrar uma sistemática cronologico-linear para compartilhar com você, que está lendo agora esta página, e que assistiu, ou não, o Do Alto Do Seu Encanto.
"os preconceitos são como cogumelos, o melhor não presta" (não encontro o dono dessa frase - se for vc por favor me avise).
Rodolpho Pinotti
De Volta ao Encanto
Postado por
TMZ from Brazil
on quinta-feira, 25 de junho de 2009
/
Comments: (0)
Falando de Pixinguinha
Postado por
TMZ from Brazil
on domingo, 14 de junho de 2009
/
Comments: (0)
O texto de Valter Vanir Coelho, Do Alto Do Seu Encanto, passa em um mundo mágico, mas empresta elementos históricos e personagens do nosso mundo. Um deles é nosso personagem principal, Pixinguinha. Pixinguinha do "Encanto" é um garoto especial que assim como o grande músico Alfredo da Rocha Vianna, o Pixinguinha, foi responsável por grandes feitos assim como foi perseguido.
Nas próximas postagens vamos falar um pouco do grande músico e tentar fazer um paralelo com o mundo do "Encanto".
Nas próximas postagens vamos falar um pouco do grande músico e tentar fazer um paralelo com o mundo do "Encanto".
Me Perguntaram Por que Fiz "Do Alto do Seu Encanto"
Postado por
TMZ from Brazil
on domingo, 26 de abril de 2009
/
Comments: (0)

Quando me perguntaram Por que Fiz o espetáculo "Do Alto do Seu Encanto", ao invés de responder simplesmente, resolvi fazer um verbete poético visual e de quebra com este verbete homenagear soldados da arte contra a barbárie. São estes soldados o escritor John Boyne, o cineasta Mark Herman, e o produtor cinematográfico David Heyman.


PORQUÊ PAI?
É por isto que eu faço arte.
É por isto que eu promovo perguntas.
Figurinos do Encanto
Postado por
TMZ from Brazil
on segunda-feira, 20 de abril de 2009
/
Comments: (0)
O Nascimento do Texto (pra entender, leia o Nascimento da Idéia do Texto)
Postado por
TMZ from Brazil
on quarta-feira, 15 de abril de 2009
/
Comments: (0)
Dois dias e um mês depois
caminhava no San Martin em Buenos Aires (foto), lia um Trevisan, lembrava delas. Deitei sobre a grama, dedilhei meus pêlos por baixo do jeans, e estava em paz. Amava e era amado. Já tinha a sorte divina de não ter mais adolescentes em minha cama e em minha grama vermelha de veias pulsantes, agora meu amor já era adulto e eu havia esperado anos por isso. Ate que avistei uma placa que proibia a entrada de "perros", imaginei... Um proibiria perros, outros negros, outros gatos, alguns maranhenses, aqueles bolivianos, aquela atores globais, você funkeiras, minha mãe umbandistas, a ruiva spilberguianos, meu tio travestis, a irmã do meu amigo o Jorge, o meu aluno proibia o professor, a morena algumas loiras, a Andréia Barros não deixaria a Andréia Lopes, o Hitler os judeus, a loira proibiria as petistas, as petistas as patricinhas, as patricinhas as putas de cinco reais. Se uma daquelas atrizes bem fodidas tivessem um útero bom, e não ressecado por Yasmin, Femiane, Etinilestradiol ou Levonorgestrel estaria eu com um filho conhecendo Saint Martin. O filho que infelizmente ainda não tenho por ser esse vádio-teatrológo USPiniano. Pensei agora de bolsa escrotal murcha e Trevisan arriado: "Quem meu filho proibiria entrar nesse parque?" "Quem meu filho (parte de mim) mandaria matar, se maldoso fosse?" "Quem, quem eu amasse e adorasse, odiaria?" "Quem, que fosse mais eu do que eu mesmo, tiraria do mundo das gramas verdes e macias?" "Quem, teria um defeito tão grave, que expeliria pra fora de meu útero masculino, das trompas do mundo?" "A que e a quem eu contra meu filho teria que incluir na Lista do Spielberg?". Nessa época, decidi que meu filho poderia ter nascido com um rabo, ou com leucemia, ou com cancro, ou ate sem um dedo... e quem o impediria de entrar nesse parque? Me deu medo, me deu tanto medo, que escrevi esse texto. Apenas um detalhe que não quero que voces esqueçam, nesses dias eu amava e acreditava ser amado, quando se está assim, mesmo a reflexão da maldade fica mais poética.
Deus gosta da Cia Sem Máscaras, olha nosso presente!
Postado por
TMZ from Brazil
on terça-feira, 14 de abril de 2009
/
Comments: (0)
Griselda, uma figurinista, uma floresta, um encantamento
Postado por
TMZ from Brazil
/
Comments: (0)

Uma dia num cavalo branco, cavalgando com sua espada brilhante e cravejada de rubis assisti a chegada de Griselda, ela entrou em minha vida, me arrebatou da minha esteira de vaidades, lameou minhas pantufas rodriguianas e pintou de branco minhas vestimentas gregas de sabedoria. Estava eu, sentado no chão, lugar exato, assistindo um grupo teatral colombiano, me esforçava a entender seu rapido castelhano, e do cavalo citado antes desceu Griselda. Ela espanhola, morava na Colombia, mas nos conhecemos em solo argentino, mas isso eu so saberia na madrugada de 2006, mas ainda era manhã ensolarada, de dois dias antes do fim de 2005. Ali no chão, sentados lado a lado, descobri seu flerte com um ator do grupo de teatro de calle, pensei cafagestamente, nem Deus recusaria a cama de um casal assim. Foi ai que vi em seu pulso uma fitinha do Bonfim. A fita era de uma amiga brasileira dela, que havia amado durante anos aquele ator de olhos verdes e cabelos azuis, mas isso eu so saberia quando fizesse carinho em seus cabelos azuis, 1 ano depois, ou mais. Quando ela dividiu sua agua comigo, descobri que tinha unhas vermelhas, roidas... pintadas por ela mesma, subi meus olhos e descansei em anéis retorcidos feitos pelo namorado de cabelos azuis, mas que ele os talhou so saberia quando seu cavalo branc partisse e me deixasse olhando firme uma pista de pouso cinematograficamente molhada. Griselda costurou as roupas do grupo que apresentava a historia de um poeta que nao tinha canetas, e escrevia com que a floresta colombiana fornecia. Nunca conheci a floresta colombiana. Griselda costurou a mão as roupas, mas tinha maquina de costura em Calli, onde morava. O menino de cabelos azuis era bom ator, cantava bem, e tinha talento para um batuque. Tres ou quatro dias depois ele com seus cabelos em minha barriga e entre meus dedos, me contaria sobre os olhares de Griselda, que ela acabara de se formar na UCLA, mas numa sede da University of Los Angeles que fica em Toronto, no Canada. Ela havia feito Belas Artes, mas especializara em roupas para teatro. Ela amava branco, tecido branco em cena, mas isso so descobriria quando ela mandasse me chamar no MSN para me mandar o desenho do Pixinguinha, 3 anos depois. Quando eu, e o anjo de cabelos azuis trocamos um terno beijo na buchecha esquerda minha, com labios um pouco molhados de tequila e asperos de sal, fiquei sabendo que jah amava Griselda e que ela cuidava de meninos que sofrera maus tratos pelas guerrilhas das Farc Colombianas. Griselda me aproximava de uma sigla que achava distante e ficcional. O menino dos cabelos azuis penetrava nas noites portenhas uma mulher que desafiava o narcotrafico selvagem para salvar crianças, infantes, guris.
O menino de cabelos azuis beijava pelas esquinas argentinas na minha frente, como uma provocação, uma boca que bradava contra americanos, equatorianos, chavistas e cartelistas, bradava por meninos que perdera mãos, pernas e dignidades por um tenis Nike ou por uma vida melhor. Minha Griselda, faria nossos figurinos de Do Alto do Seu Encanto, mas me encantaria, me enfrentaria, desceria de seu cavalo de heroina contra heroinas e cocainas, sentaria na sela do chão e me convenceria de que quando grande fosse, ou encantado vivesse, teria cabelos azuis. Para beijar-lhes sua coragem e suas agulhas de tecer roupas de teatro. Dois anos depois saberia que o menino de cabelos azuis, agora os usava castanhos, como os meus.
Texto de Valter Vanir Coelho. Anna Griselda Santaolla tem 32 anos, mora em Calli, Colombia, trabalha para a ONU nas Forças Integradas de Paz captaneada pela Cruz Vermelha, formada pela UCLA-CA em Belas Artes, assina o figurino de Do Alto Do Seu Encanto.



